Você é um colibri porque, como o colibri, põe toda a sua energia em permanecer parado. Setenta batidas de asas por segundo para permanecer onde já está. Você é incrível nisso.

Literariamente, 2025 foi meio morno. Li menos que o usual e pouquíssimos livros me causaram momentos de empolgação e envolvimento. Acontece. Mas como um bom presságio para 2026, finalizei o ano com um novo favorito: O Colibri, do italiano Sandro Veronesi.
Não é fácil definir sobre o que é essa história. É sobre luto, amor impossível, família, psicanálise- tudo ao mesmo tempo e com uma temporalidade nada convencional. Por meio de cartas, e-mails, telefonemas e um narrador onisciente, a narrativa avança e recua no tempo, apresentando os altos e baixos da vida de Marco Carrera, um oftalmologista que, na infância, recebeu o apelido de Colibri por ter uma condição de saúde que o impedia de crescer.
Assim como em tantos outros livros favoritos por aqui, o ponto forte deste é mostrar a vida como ela é. Um emaranhado de emoções, lutas e escolhas que nos levam a ser quem somos e a deixar um monte de possibilidades de quem poderíamos ser para trás. Não é um livro perfeito, mas o conjunto da obra merece todo o prestígio que tem recebido.
Livro: O Colibri, Sandro Veronesi (trad. Karina Jannini)
Editora: Autêntica Contemporânea
Ano de publicação: 2019
Nº de páginas: 334




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